Finalizadas as eleições do primeiro turno, especialistas fazem as primeiras análises ao comportamento dos eleitores nestas eleições gerais 2018.

A alteração nas cadeiras dos legislativos estaduais, da câmara dos deputados e do senado federal demonstram que os eleitores mudaram comportamentos.

Reflexo da mudança da legislação que vedou financiamento de campanha por empresas e o combate firme ao famoso caixa dois, fez partidos e candidatos utilizarem as redes sociais para apresentar suas propostas, emitir suas opiniões sobre diversos temas na pauta eleitoral.

Foram eleitos vários cidadãos que nunca fizerem parte do cenário político, empresários que pela primeira vez colocaram seus nomes à disposição da sociedade tiveram expressiva votação.

Da mesma forma,  novos políticos oriundos do mundo virtual fizeram sucesso nas urnas,  casos de conhecidos  youtubers, jovens que mantem canais de comunicação com a população e conseguiram transferir esta linguagem para as urnas.

Um caminho em prol da ética na política

O aprimoramento dos mecanismos de controle de gastos em campanhas eleitorais,  com as prestações de contas parciais, o cruzamento de informações com fornecedores de serviços e produtos,  são alguns dos controles realizados pelo Estado para combate a irregularidade eleitoral.

A mudança na legislação que acabou vedando doações por empresas tornaram as eleições mais “pobres”,  este ano foi raro ver candidatos pintando muros,  distribuindo “perfuraids” para veículos de simpatizantes com a candidatura,  jornais, santinhos e colaboradores nas ruas com bandeiras em prol de uma candidatura.

A redução de gastos nas campanhas políticas exige que o candidato tenha mais conteúdo.

A corrupção já nasce do comprometimento de candidatos com seus financiadores de campanha.  Com uma campanha limpa como vivemos, há esperança na eliminação da corrupção – câncer na sociedade.

Com campanhas eleitorais mais baratas, candidatos para se eleger não precisam curvar-se ao capital, ao financiador de campanha para garantir o sucesso nas urnas.  Hoje todos tem condições de se eleger com poucos recursos financeiros, uma hipótese que não seria possível 10 anos atrás.

Manter a liberdade para exercer seus mandatos políticos. Ao menos é isto que se espera dos eleitos.

Por fim, analisando dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral se pode concluir que o fato do candidato possui recursos financeiros para fazer a campanha não fez diferença nos resultados das eleições, bastando analisar os milhões arrecadados pela candidatura de Henrique Meirelles e os raros recursos financeiros do Cabo Daciolo, ambos tiveram resultado equivalente nas urnas.

Será que esta mudança é boa? O que isto quer nos dizer?

A campanha mudou, resultados não dependem de grandes campanhas, mas da capacidade de transmitir aos cidadãos.

O caminho para o aperfeiçoamento dos nossos representantes agir  com ética, transparência e independência está aberto.

Esta campanha será um marco na utilização das redes sociais, na informação digital.

Há necessidade de filtrar as informações falsas veiculadas, as famosas fake news,  este será o trabalho de todos para evitar que fatos inexistentes circulem nas redes de informações que temos acesso.

Não temos dúvidas que estamos mais uma vez aperfeiçoando a democracia. O acesso a qualquer cidadão a nos representar é um caminho sem volta, todos tem condições de ser eleitos, cabe a todos nós conhecer melhor os candidatos e suas vidas para votar certo.

Viva a democracia!

 

 

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