Expectativa é que venda de caminhões tenha alta de 21,7% em 2021

Segmento foi o que menos sofreu os efeitos da crise causada pela pandemia

O fechamento dos emplacamentos em 2020 comprova que o segmento de caminhões, aquecido pela expansão do agronegócio e outros setores da economia em forte recuperação, foi o que menos sofreu os efeitos da crise causada pela pandemia de coronavírus. No total de 12 meses foram emplacados 89.207 veículos pesados de carga no País, volume maior do que o registrado nos anos de 2015 a 2018, mas em queda de 12,3% sobre 2019 – porcentual que corresponde a menos da metade da retração média do mercado de 26%. O resultado também superou a projeção da Fenabrave (associação dos distribuidores autorizados) revisada em outubro, que estimava queda anual de 15% (86,6 mil).

Dezembro foi também o melhor mês do ano para as vendas de caminhões, com 9.639 unidades emplacadas, o que representou alta de 6,8% sobre novembro. O número superou o desempenho registrado antes dos efeitos da pandemia e até mesmo dezembro de 2019 em crescimento expressivo de 15,7%.

Os números consolidados do ano passado com base nos dados do Renavam foram divulgados pela Fenabrave, que também apresentou suas projeções para 2021, com a estimativa que a venda de caminhões este ano deverá crescer 21,7% ante 2020, totalizando 108,5 mil unidades. Entre todos os segmentos de veículos motorizados, este é o maior percentual estimado pela entidade.

Fonte: Setcepar